As pessoas têm mania de generalizar as coisas. Percebo isso na escolha da minha literatura diária e na forma como eu me influencio negativamente pela baboseira que "todo mundo" acha que é certa.
Eu, filha de bibliotecária antes de ser jornalista, sempre gostei de ler e o metrô do Rio me proporcionou (ao menos isso) uma chance de investir nesse meu gosto sem me sentir culpada por estar abdicando de outras coisas que deveria estar fazendo naquele momento (Sim, eu me sinto culpada por ler enquanto a casa está bagunçada!).
Fato é que eu leio de tudo. Tudo mesmo. Mas quando vou comprar um livro, juro que penso mil vezes na forma como as pessoas que vão ver a capa vão julgar aquela minha escolha. Best seller e auto-ajuda não podem ser, porque são cafonas. Filosofia me faria parecer pretensiosa e, ademais, alguns livros custam muito caro para o meu poder aquisitivo. Se tivesse como comprá-los, não estaria dentro do metrô. Aí, muitas vezes compro coisas bobas, sem pé nem cabeça, pelo preço e pela minha falta de conhecimento (ou seria pelo meu mau-gosto?).
A questão é que nessa história de tentar acertar, evitando também ler Martha Medeiros, que é o que está na moda no momento (alguém decidiu que essa mulher é a musa guru da mulher bem sucedida), acabo achando coisas interessantes e baratas, que de outra forma nunca descobriria. =)
E a verdade é que eu quero sempre mais livros, sejá lá do que forem, como forem e do que tratarem.
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